Quarta, 13 Julho 2016 11:52

O Japão e as Olimpíadas

Um dos momentos mais significativos de qualquer Olimpíada é quando, em sua abertura oficial, a tocha olímpica chega ao estádio para acender a pira. A tradição remonta à Grécia Antiga, cerca de 776 a.C, onde o fogo era mantido aceso durante as competições, honrando a Zeus e outras divindades. Era um momento de paz, em um período marcado por constantes guerras. Há também quem atribua seu uso a uma lenda da mitologia, na qual Prometeu teria roubado o fogo de Zeus para entregar aos mortais.

Sob tanto simbolismo, é natural que a pessoa escolhida para executar esta tarefa tão nobre, seja alguém com uma relevância muito grande para o esporte do país que estiver sediando os jogos. Em 1964, em Tokyo, o escolhido foi, Yoshinori Sakai. À época, com 19 anos, Sakai não era nenhum representante esportivo relevante para o país, sua escolha se deu por razões muito mais profundas do que o seu desempenho esportivo, Sakai havia nascido em Hiroshima, no dia 6 de agosto de 1945, o mesmo dia em que a cidade foi devastada pela bomba atômica. Chamado eventualmente pela imprensa como o "Rapaz da bomba atômica", quando Sakai subiu as escadas para alcançar a pira, a mensagem que o Japão enviou para mundo foi a de que, como aquele rapaz, que apesar de ter nascido sob as cinzas atômicas da guerra, era saudável e forte, também o Japão havia renascido, e se mostrava recuperado, renovado e pronto para assumir o futuro brilhante que estava por vir. 

Keizoku wa chikara nan. Perseverar sem nunca temer!!!

dietlindwolf G

 

Opening Ceremony Tokyo 1964 111689

 

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Opening Ceremony Tokyo 1964 111690

 

Terça, 21 Junho 2016 17:19

O sumô

Ainda no clima das Olimpíadas, resolvemos falar sobre um esporte que caracteriza, e muito, a cultura japonesa: o sumô.

Não que seja um esporte olímpico, na verdade ainda não é, já que para ser considerado olímpico é necessário que o esporte seja praticado por homens em 50 países em três continentes e por mulheres em pelo menos 35 em três continentes. Mas as associações internacionais da categoria veem trabalhando com afinco para conseguir este feito.

O sumô tem cerca de 2000 anos e sua origem, como de muitas outras coisas na cultura japonesa, tem raízes na mitologia. Há uma lenda que conta que a origem da "raça japonesa" teria vindo de uma luta de sumô entre o deus Take-Mikazuchi e o líder de uma tribo rival. A luta teria sido vencida pelo deus, garantindo assim a supremacia japonesa nas ilhas nipônicas.

O sumô não era apenas um esporte, mas um ritual espiritual. Com o tempo ele foi se caracterizando mais como esporte, mas mantendo suas características espirituais. São inúmeros os ritos que precedem luta e acabam por tornar a cerimônia do sumô um pouco mais longa, e mais interessante, já que a luta em si é curta. Para além das arenas os lutadores de sumô, chamados rikishis, tem uma rotina extensa, que começa cedo e é repleta de outros ritos anciões.

Este ano o Japão está em festa! Após um jejum de dez anos, um lutador (rikishi) japonês voltou a ganhar o campeonato realizado em Tokyo. Trata-se de Ozeki Kotoshogiku, um jovem de 32 anos e nada menos que 170 quilos. Kotoshogiku venceu 13 de 14 lutas e trouxe de volta não só o orgulho japonês, como também um resgate do interesse da japonesa pelo esporte. De acordo com ele, a vitória foi resultado de muito treino, a orientação de seu mestre e a necessidade de cumprir promessa feita à sua esposa, há um ano atrás, quando se casaram. Mas não é só ela que está feliz com sua vitória, nós também ficamos contentes e continuaremos torcendo por ele   :)

Aqui no Brasil, o esporte vem ganhando um número cada vez maior de atletas e não só homens, mas mulheres também, mesmo sabendo que no Japão elas não são aceitas nos ringues oficiais. No Brasil, a grande estrela do sumô é Ricardo Sugano, o único brasileiro, que após viver 5 anos no Japão, foi aceito na seleta classe dos Makuuchis (uma das categorias de maior excelência) aos 24 anos. Para chegar a este nível ele treinou na academia Tomozuna Beya, escola tradicional fundada em 1757 em Tokyo. 

 

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Kotoshogiku e sua esposa na cerimônia de entrega do prêmio de Imperador do Sumô

sumô

lutadores de sumô (rikishis)

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rikishis em combate

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rikishis a caminho do ringue em campeonato no Japão

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rikishis cumprindo ritos do sumô

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nova geração de rikishis

sumo brasileiro

riskishi brasileiro, Ricardo Sugano, conhecido como Kaisei Ichiro

sumo feminino

competição feminina

Quarta, 15 Junho 2016 18:44

Chuva de meteoros - Tokyo 2020

Falta pouco para as Olimpiadas começarem por aqui e a dinâmica que elas trazem já pode ser sentida na cidade.

Em 2020 será a vez do Japão sediar os Jogos pela segunda vez. A primeira vez foi em 1964. Nada do que os japoneses fazem pode ser considerado ordinário, ao contrário, e nós sabemos bem, tudo é feito com maestria e muita inovação aliada a já mais do que consagrada tradição de sua cultura. Para que tudo sempre saia a contento, eles não perdem tempo e nem brincam em serviço, por isso os preparativos para o evento, que será daqui a 4 anos, já andam a mil. Baseados no conceito de que "O céu é o limite", os japoneses envolvidos no processo resolvera então fazer um espetáculo que vai fazer muitos espectadores, e não só aqueles presentes na festa, olharem pro céu e se emocionarem. Para a festa de abertura está sendo programada uma chuva de meteoros cuja visibilidade será possível em um raio de 200 km. Chuva de meteoros? Sim, uma chuva de meteoros artificial.

Mas como isto é possível? A empresa japonesa Star-Ale está por trás disto e responde: Uma estrela cadente acontece quando uma partícula de poucos milímetros entra no espaço e queima gerando um brilho intenso que chamamos emissão de plasma. Nosso objetivo é reproduzi-lo artificialmente. Para tal, um pequeno satélite carregado de cerca de 500 a 1000 fontes de partículas será lançado no espaço. Ao estabilizar em órbita as partículas serão descarregadas e entrarão na atmosfera da Terra, gerando assim milhares de emissão de plasma que irão compor a chuva de meteoros. E tem mais, como os gases utilizados nestas micro partículas serão diferentes, cada um deles provocará um plasma de diferente cor ao queimar na atmosfera, sendo assim não será "apenas" uma chuva de meteoros, mas uma chuva de meteoros colorida. E como se isto tudo não fosse suficiente, esta chuva terá uma duração maior do que as chuvas de meteoros, ou estrelas cadentes naturais, garantindo assim a sua visibilidade. Isto porque elas demorarão mais tempo para percorrer o espaço do que acontece naturalmente. Assim, estima-se que algo próximo de 30 milhões de espectadores serão agraciados com um espetáculo singular e de extema beleza!!! E você? Já comprou sua passagem para a Tókio 2020 e garantir sua presença no espetáculo?  

 now this - chuva de meteoros vídeo

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